O Porão
Adentramos naquele porão abandonado,
onde a entrada e a saída eram do mesmo lado.
Era escuro, imundo e estava praticamente lotado.
Com teias pra lá e pra cá e totalmente empoeirado.
Helena achaste em cima de nós, um velho lampião,
que não iluminava muito aquele porão.
Clara recusaste a descer mais e a continuar,
disse que ficaria de guarda, fora daquele lugar.
Helena e eu continuamos e vasculhamos mais a fundo.
Até que nos deparamos com um defunto.
O mal cheiro aumentava, ficava cada vez mais forte,
pois havia inúmeros corpos por toda parte.
Nós duas estávamos quase vomitando,
até que vimos algo estranho ali brilhando.
Submergido em todo aquele massacre,
achamos um baú muito pesado, era de um fortíssimo lacre.
Helena me perguntou: “Será que nele terás algo valioso?”
Disse: “Até não acharmos a chave, ele serás misterioso.”
Ficamos buscando a tal chave, por muito tempo,
percebemos que isso nos daria muito trampo.
Poderíamos continuar a busca pela bendita chave,
porém já estávamos enjoadas e totalmente cansadas.
Montamos nossas barracas, deixamos-a bem fixadas.
Acampamos do lado de fora. Acordamos melhor e suave.
Depois de comermos, fomos logo atrás de algo para abri-lo.
Clara gritou: “Hey, eu achaste um machado. Podemos usá-lo?”
“Traga-lo de imediato!”, Helena e eu gritamos desesperadas.
O pegamos e o abrimos com inúmeras machadadas.